Difícil passar no cruzamento da Rio Pomba com a Perdizes e não se encantar com o grafite de um garoto com os olhos fechados. O Jornal do Padre Eustáquio foi atrás da história da imagem que deixa muita gente em dúvida. Trata-se de um palhaço, arlequim ou índio?

foto: Paulo Henrique Lobato

“É um palhaço. Aliás, o nome daquele grafite é ‘O Menino Palhaço’. É uma homenagem que fiz a um sobrinho. Quando pequeno, a gente o maquiava como palhacinho. Ficava lindo”, esclarece o autor da obra, Nilo César, de 31 anos.

O artista mora longe do Padreco: “No bairro Taquaril. Sou grafiteiro desde 2005”. Ele conta que “O Menino Palhaço” na esquina da Perdizes com a Rio Pomba ganhou contorno há quatro anos, quando recebeu convite de um morador do Padre Eustáquio para colorir paredes do bairro.

Nilo aceitou o desafio. Em toda Belo Horizonte, acrescentou, ele já grafitou cerca de 30 palhaços. Alguns estão sorrindo. Outros, não, como o que se destaca na paisagem do Padreco.

-O artista esclarece o motivo: “Normalmente, a escolha do rosto é ligada comigo ou com o ambiente (em que a pintura é feita). O palhaço que eu grafito transmite a sensação que eu quero passar. E aquela esquina me pareceu um lugar de estresse”, revelou o artista.

Ele continua a história: “É tanto movimento de veículos que eu pensei no palhaço meditando, como se ele buscasse transmitir uma sensação de paz para aquela esquina”.



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