Você vive no mundo vuca? (por Otávio Grossi)

 Atualmente, perguntar para alguém se ele está sob pressão, vive ansioso ou sufocado com a vida em sociedade soa como redundância. Pois a resposta afirmativa certamente acontece! Quase somos arrastados por uma visão totalmente negativa da vida e das relações. Então, recomendo que leia, rapidamente, os pontos abaixo e não se desanime.

Otávio Grossi é coach, com formação pela Sociedade Brasileira de Coach (SBC) e diretor da Grossi Treinanentos.
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As circunstâncias de pressão serão muitas e cada um de nós vai se identificar em algum contexto: situação econômica do país, a falta de dinheiro, o aumento dos preços de alimentos, combustíveis e nos serviços em geral, aumento de impostos, corrupção na política, crises na educação, na saúde, degradação ambiental, transito caótico, ocupação desordenada dos espaços urbanos, a falta de acessibilidade e de planejamento, e – não com menos impactos – os preconceitos, a violência, os relacionamentos voláteis, a virtualidade excessiva e a invasão da tecnologia.

Enfim, estamos imersos e sentindo os efeitos do mundo VUCA (sigla em inglês que define um cenário vivido no mundo marcado pela volatilidade, pela incerteza, complexidade e pela ambiguidade).

 

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Olhando assim, quase que ficamos paralisados. Mas existem caminhos possíveis. Entretanto, sem retirar a responsabilidade dos poderes constituídos, até hoje, aprendi que um caminho correto e saudável é se afastar de um discurso de vitimização e culpas, e assumir um comportamento de compromisso e responsabilidade frente às situações das quais reclamamos. Então, partindo da ideia que as grandes transformações nos comportamentos, começam com as pequenas mudanças, partilho alguns pequenos hábitos e exercícios.

Para os hábitos financeiros, que tal fazer um planejamento, fazer uma planilha, se propor a guardar uma porcentagem do que ganha e avaliar seus gastos e as necessidades reais.

Para os hábitos de corresponsabilidade faça uma pesquisa e escolha alguma forma de ajuda social que pode oferecer. Partilhe e divulgue informações e pesquisas quanto avaliações de serviços, preços abusivos ou práticas de desrespeito ao consumidor. Hoje existem canais específicos com esses objetivos. Aqui também valem as atitudes de preservação, coleta seletiva do lixo, plantar árvores e cuidar de espaços comunitários ou fazer o uso consciente de água e luz. Procure cultivar flores, ervas ou hortaliças.

Para os hábitos das emoções, desenvolva uma atitude de calma e compreensão no trânsito. Olhe as rotas e opções antes de sair de casa, partilhe os transportes ou mude de caminhos e antecipe-se. Cuide de sua espiritualidade com meditações ou exercícios que contribuam com sua atenção plena às coisas e pessoas. Saia do piloto automático!

Para os hábitos de educação e conhecimento, estabeleça horários de leitura ou visite museus e exposições. Acostume-se a ver as programações da sua cidade ou bairro. Estabeleça uma meta de leitura, por exemplo, para o mês.

Para hábitos de cuidado e respeito, que tal prestar atenção às necessidades de outras pessoas nos acessos aos espaços, bem como ler e aumentar seu repertorio de conhecimento quanto as necessidades enfrentadas pelas pessoas. Leia, por exemplo, sobre o autismo, o TDHA, ou aprenda alguma outra forma de comunicação: libras ou leitura labial. Já imaginou?

Para novos hábitos nos relacionamentos, quem sabe sairmos um pouco da virtualidade e irmos para o real. Olhe para quem está ao seu lado, olhe para o mundo e para as coisas. Já vi pessoas em espetáculos que preferiam ver através das filmagens dos celulares. Saiba que sua memória emocional não depende de aplicativos para que seja ativada. Estabeleça períodos para uso de celulares e televisão. Preserve os espaços para uma boa conversa do que mensagens.

Definitivamente acredito no bem, na positividade da vida e na imensa capacidade de superação dos seres humanos. Como filósofo e pesquisador de pessoas e relações, acredito no amor, nos valores e virtudes positivas, no significado do trabalho, na ética, no cuidado e no respeito ao outro enquanto legítimo outro. Estas crenças possuem fundamentos e existem estratégias possíveis e aplicáveis nas quatro dimensões da vida: a dimensão pessoal, profissional, relacional e na qualidade de vida.

Falo de ações simples e ao alcance de qualquer pessoa e que, se aplicadas, podem transformar as nossas relações com a vida, com as pessoas e com o ambiente. Neste espaço de pensamento que iniciamos, através do JBCastelo, vamos partilhar várias destas dicas e ferramentas possíveis.

Então, boa leitura e coragem no enfrentamento dos temas. O conhecimento não é mais um caminho para a superação das nossas questões, é o único!



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