O jeito Harvard de ser feliz (por Otavio Grossi)

A busca da felicidade é da essência do ser humano e todas as culturas testemunham e elaboram raciocínios sobre ela. Várias definições de felicidade foram dadas. O interessante nos conceitos mais atuais é que existe um caminho, um método para a construção da busca pela felicidade. Algumas definições nos ajudam a traçar uma trilha que pode nos servir como um guia.

Otávio Grossi é coach, com formação pela Sociedade Brasileira de Coach (SBC) e diretor da Grossi Treinanentos.
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Estas definições e conceitos não serão as encontradas em livros e fundamentos de autoajuda. Mas nas bases das neurociências e da psicologia positiva. Sim, uma verdadeira inovação quando se fala neste tema.

A psicologia positiva é um movimento científico recente, que começou no final da década de 1990, liderado pelo professor Martin Seligman. O enfoque é abordar o que faz a vida valer a pena. Isso não significa ignorar a existência de problemas, dificuldades e transtornos. O olhar é outro. (Clique aqui para ler notícias da região do Padre Eustáquio)

A essência é focar no que funciona. Significa promover uma nova abordagem na ciência do comportamento humano, saindo de uma preocupação em reparar as coisas que estão ruins e passar para a construção do que promove qualidade de vida, das alternativas possíveis e das forças que estão a nossa frente e são negligenciadas e deixadas de lado por medo ou por crenças limitantes. Auto boicotes que criamos para não implementarmos as transformações em nossas vidas.

Então vamos lá! Dois exemplos curiosos sobre a forma de ver a felicidade. Primeiro exemplo: É justamente de uma das mais importantes universidades, Harvard (EUA) que vem um curso e pesquisas dos mais populares e famosos no momento. E não ensinam nem medicina ou direito, mas FELICIDADE.  A cada ano que se passa, centenas de alunos se inscrevem para assistir às aulas de pós-graduação do curso de FELICIDADE, que usa métodos da psicologia positiva, ajudando os estudantes na busca da realização pessoal.

Segundo exemplo, também de Harvard, vem da obra do professor Shawn Achor como o título “O Jeito Harvard de Ser Feliz”, da Editora Saraiva. Ele, o autor, é um dos mais populares palestrantes da Technology, Entertainment, Design (TED). É um dos mais destacados especialistas em potencial humano e lecionou o mais popular curso da Harvard sobre felicidade.

A universidade Harvard e o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), ambos nos Estados Unidos, ocupam as duas primeiras posições do ranking das cem universidades com melhor reputação, conforme divulgado pela publicação britânica “Times Higher Education”.

O livro “O Jeito Harvard de Ser Feliz” mostra que a forma tradicional de pensar, ou seja, de que se tivermos sucesso na vida, se pudéssemos encontrar aquele emprego dos sonhos, ter mais uma promoção, perder aqueles três quilos, a felicidade viria. Sem isso nada de felicidade! A proposta é um caminho diferente! Com bases nas descobertas recentes no campo da psicologia positiva e das neurociências demonstra-se que a formula funciona, na verdade, de maneira contraria: é a felicidade que impulsiona o sucesso! Colher os benefícios de uma atitude mental mais positiva que proporcione efeitos duradouros no trabalho e na vida.

Esta não é uma simples questão de olhar tudo de forma positiva. Como diz o autor, “não se trata de ver o copo quase cheio ou o copo quase vazio, mas sim em focar em como encher o copo”. Quando somos positivos, o nosso cérebro se envolve mais, torna-se mais criativo, motivado, energizado e produtivo no trabalho.

Estes benefícios de uma visão otimista da vida e das relações tem sido resultado de descobertas comprovadas através de pesquisas rigorosas nos campos da psicologia e da neurociência, estudos de gestão e resultados estratégicos em organizações pelo mundo todo. E sabe qual a palavra chave na questão da felicidade? Imagina? Gratidão! Isso mesmo! Muita gratidão! Se você não for capaz de construir uma visão grata da vida, sua felicidade vai sempre ser adiada, vai sempre ficar no futuro e não no que você já tem agora.

(Anuncie no Jornal do Padre Eustáquio – 98477-7179)

Podemos dividir o livro em quatro grandes ideias. A primeira: devemos treinar nosso cérebro para a felicidade. Dito de outra forma, é treinar o cérebro à gratidão. O livro propõe vários exercícios simples que podem nos ajudar a desenvolver um olhar grato em relação à vida. Experimente registrar no final do seu dia os três sentimentos que geraram mais gratidão em você. Ou ainda: já pensou em escrever um e-mail de gratidão a alguém? O autor propõe o que ele chama de efeito Tetris (um jogo digital, onde você deve encaixar sequencias de quadrados) e quanto mais perceber a vida na lógica e no movimento de fluxo com as coisas, você desenvolve no seu coração a gratidão.

A segunda ideia: veja os desafios como oportunidades. Se for para cair, para tropeçar, caia para cima. Também aqui é importante treinar o cérebro para que escolha a opção mais desafiadora como a mais instigante. Resolva os desafios e avance.

A terceira ideia: estabeleça conexões emocionais positivas. Ou seja, fique perto dos amigos. Nos testes apresentados no livro, todos os estudantes que aos serem submetidos a uma carga de desafios, deixavam de participar de momentos de socialização e se isolavam estavam mais propensos ao esgotamento. Então, quando enfrentar desafios maiores, construa mais amizades!

A quarta ideia: o autor chama do efeito 20’ (vinte segundos). Você pode facilitar ao cérebro caminhos para hábitos que reforcem a construção de práticas que quer fortalecer ou retirar.  Se puder facilitar isso, ou atrasar em 20’, você pode amplificar o resultado. Por exemplo, diz o autor, se quer parar de ver TV antes de dormir, retire as pilhas do controle remoto, atrasando a ação em 20’. Ou se quer treinar pela manhã e não desanimar, facilite o acesso as roupas e tênis em 20’. A questão é que se encontrar um caminho para facilitar os bons hábitos ou adiar os hábitos que prejudicam suas ações você vai tomando o controle do seu cérebro e o treinando para ver.

Por fim, o mais curioso ao ler o material do autor e a pensar neste tema da felicidade nestes tempos em que as pessoas, nós todos, estamos nos permitindo ser colocados em uma ciranda cada vez mais veloz. Necessidades, padrões, buscas desenfreadas por ter mais, válvulas de escape sejam na bebida ou nas compras, isolamento digital, enfim um conjunto de miragens que nos afastam da felicidade. Que nos afastam da gratidão a vida, a família, ao amor, ao trabalho, a saúde, ao pensar, e… até mesmo… já pensou…? Ao ler….esse simples movimento que fez agora ao aprender um pouco mais neste artigo. Te espero no próximo. Gratidão!



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