O luto está ligado à todas as perdas, não só à morte física. Lidar com perdas pode provocar dor intensa e um vazio profundo. Ao passar por isso, é importante viver cada fase do luto.
Pular etapas faz com que a dor se prolongue e gera outros problemas. Assim, é importante vivenciar o luto, colocando a tristeza para fora (texto continua após a foto).

Deise Dias de Souza é psicanalista, mestra em psicologia pela UFMG Rua Jacutinga, 567, Padre Eustáquio Blog www.deisedias.com.br Instagram @deisediaspsi facebook: deise.dias.507 facebook: psicanalisedeisedias

A negação é uma etapa de dor, quando é difícil acreditar que o fato realmente aconteceu.

A seguir, percebemos que não há nada a fazer e é comum sentir raiva.

Aí começa a negociação para aliviar a dor, imaginando soluções e “acordos” internos, muitas vezes, voltados para a religião.

Na fase da depressão, há sofrimento intenso, sensação de impotência, culpa e desesperança. A pessoa pode passar por período de isolamento e de introspecção.

Depois, vem a aceitação. A pessoa consegue ser realista e aceitar o fato. O desespero cessa, e o indivíduo começa a enfrentar a saudade.

Ao sofrer uma perda, é comum sentir-se responsável, porque a perda faz com que o sujeito comece a pensar em tudo o que deixou de fazer e dizer. É importante entender que foi feito o possível diante de cada circunstância.

É importante aprender viver na nova situação, mudar hábitos e adotar modos positivos de enfrentar a perda.

Após o luto, o sujeito volta a se abrir para a vida e transforma dor em saudade. Se o processo se arrasta, devemos procurar um profissional.

Cuidar das próprias emoções é importante durante o luto, pois permite que o indivíduo encontre coragem e força para recomeçar. Falar sobre o problema num processo terapêutico ou na análise é fundamental. Principalmente se o processo se arrastar.



Comentários

comentários