Dona Isabel Cruz, de 70 anos, tem orgulho em dizer que o pai dela, seu Guilherme Alves, viveu até os 102 anos e foi o primeiro morador da Costa Sena, a rua que homenageia a memória do político que governou Minas Gerais, em 1902, após a morte de Silviano Brandão.

Dona Isabel e seu Juraci moram na Costa Sena. Foto: Paulo Henrique Lobato

Quando o pai dela ergueu moradia, a rua era, na verdade, uma trilha tortuosa: “Passavam boiadas para o matadouro no bairro São Paulo. Eu, pequena, levava cada suto com os animais”. Naquela época, os garrotes bebiam a água do então despoluído ribeirão Arrudas.

Já a molecada jogava bola nos campos de várzea vizinhos ao antigo caminho. O tempo passou, a trilha foi alargada e pavimentada, o Arrudas foi tomado pelo esgoto e os campos de terra deram lugar a casas. Nos últimos anos, algumas foram derrubadas e cederam espaço a prédios.

“A paisagem mudou bastante em três décadas”, constatou Juraci de Souza, de 72, enquanto observa as seis palmeiras imperiais na esquina da Costa Sena com a Padre Eustáquio. As árvores, pousos de maritacas, se tornaram um dos cartões-postais do bairro.

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