A síndrome do achismo (por Otávio Grossi)

Na filosofia, a pergunta, a habilidade de questionar os cenários e as circunstancias, torna-se um impulsionador para que ampliemos nossas ideias e conexões.  Aprenda a fazer as perguntas poderosas e positivas. E se? Por quê? Como podemos? Quais as causas? Quais alternativas? Onde procurar?  Quanto mais focarmos nosso pensamento nas hipóteses, mais soluções certamente poderemos encontrar.

Otávio Grossi é coach, com formação pela Sociedade Brasileira de Coach (SBC) e diretor da Grossi Treinanentos.
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No Brasil, nos próximos 30 anos, teremos grandes oportunidades mescladas com grandes desafios. Os impactos demográficos, de uma população em grande crescimento, vera esta curva diminuir em pouco tempo. A relação com os recursos hídricos, com os alimentos, com a educação e o conhecimento, os processos democráticos e o talento empreender e inovador dos brasileiros serão características destes novos tempos que nos farão estabelecer novas conexões e aprendizados.

Como lidar com esta turbulenta transição para que o futuro não seja implacável?   A palavra-chave é: aprendizado. Mas um novo modelo de aprendiz e com outros métodos que possuem a desestabilização e um gosto por aprender. Saber desta nova forma de estar no mundo definirá nossa capacidade de estabelecer comunicação com os novos tempos.

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Em cenários de mudanças rápidas, “achismos” caem por terra. Então aprenda a reavaliar a rota e a repensar novos caminhos possíveis.  Tudo vai depender do mapa que vamos seguir para chegar aos objetivos. A construção de uma rota é um ponto importante quando avaliamos os cenários vindouros. Ao pensar as oportunidades é determinante imaginar-se lá. O futurólogo australiano Peter Ellyard diz em seu livro: “nós não podemos criar um futuro que inicialmente não imaginamos”. Então, aproveite para escrever seus objetivos, aí numa folha mesmo, a rota que você está seguindo; o GPS que está sendo planejado por você a partir desses novos cenários.

Então, uma vez rota escrita e objetivos clareados, olhe para os desafios como oportunidades; vivemos um período de rápidas transformações, é hora de abrir as janelas, não duvidar na hora de fazer escolhas e seguir o caminho, a elaboração de um plano é o que vai nos levar a outra fase. Mesmo com os planos definidos, como nos preparamos para lidar com o improvável? Sim! Com aquilo que não prevíamos… Quem pode dizer aonde você pode chegar? Quem pode prever a capacidade de superação que você é capaz de imprimir na sua vida?

Muitas pessoas ao pensar sobre cenários e possibilidades esquecem ou ignoram uma das maiores habilidades a serem desenvolvidas, ou seja, a capacidade de lidar com o improvável e preparar-se para gerenciar o desconhecido. Não vemos oportunidades no desconhecido e nos tornamos cada vez mais vulneráveis. Fomos formados em um processo de educação linear, e é justamente essa linearidade que nos impede de ver outras oportunidades. Ser transversal significa pensar em múltiplos cenários possíveis.

Planejar o futuro e traçar estratégias para alcançar determinados objetivos são atividades rotineiras para o ser humano, mas como distinguir no meio destas informações, aquelas que são relevantes? E ainda, conseguimos transformá-las em conhecimento? Para Einstein, todo conhecimento deve ser para ação. Se não for para ação não é conhecimento, é informação.

O mais importante de um pensamento em modo probabilístico é nos forçar a mudar o nosso ritmo, parar e aproximar-se efetivamente dos dados. O escritor Nate Silver, autor do livro “O sinal e o ruído” diz de “cheirar os dados”, ou seja, quando nos aproximamos dos números sem medo, e considerando as imperfeições ou as limitações em nossa forma de pensar, com o passar do tempo veremos que este hábito aperfeiçoou nosso processo de decisão.

Conforme o teorema de Bayes – fórmula que descreve a probabilidade de um evento – acredita–se com 50% de certeza que uma moeda jogada para o alto tem o dobro de probabilidade de cair do lado “cara”. Se a moeda for jogada várias vezes, o grau de crença pode aumentar, diminuir ou se manter igual, dependendo dos resultados observados. Mas, mesmo você não sendo matemático, não se preocupe, a questão aqui, é quanto ao paradoxo da previsão, ser humilde frente à grande geração de informação e aprender a olhar para os números na hora da tomada de decisão.

Os números, as tendências, nos auxiliam na tomada de decisão. Olhe para suas contas, seu peso, as vezes que leu um livro, horas de caminhada, horas de sono, números de copos de água por dia, número de abraços por dia… Sim números mudam uma vida! Nada de achismos! Números!

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